Reunião Especial na ALMG homenageia movimento literário pioneiro de Cataguases

Reunião Especial na ALMG homenageia movimento literário pioneiro de Cataguases

Deputado Fernando Pacheco recebe familiares de escritores e representantes da cultura mineira em noite de memórias

Na noite desta quinta-feira (24/10) o plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi palco de memórias e homenagens. A reunião especial solicitada pelo deputado estadual Fernando Pacheco celebrou os 90 Anos do Movimento Modernista Verde de Cataguases (1927-1929). O parlamentar também foi o presidente da sessão, que contou com representantes e familiares dos escritores que criaram a “Revista Verde”, publicação de inspiração modernista e que influenciou futuras gerações de intelectuais na cidade e do país.

 Exemplares da “Revista Verde” em exposição na ALMG

Em sua fala de abertura, o deputado destacou o significado do advento da “Revista Verde” em Cataguases que, à época, após o fim do ciclo do café, adentrara de vez no século XX. “Hoje a nossa cidade tem uma vocação cultural reconhecida e podemos dizer que tudo começou com a publicação da revista”. Ao lado de Fernando, a mesa de honra foi composta pelo professor doutor Joaquim Branco, estudioso do Movimento Modernista Verde, a historiadora Joana Capella, o ex-secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo e os representantes dos escritores “Verdes”: Tarcísio Henriques Filho, Victor Peixoto Parreiras Henriques, Maria Letícia Soares de Resende Grigorini, Luiz Carlos Abritta, Lucia Helena Soares e Núdia Fusco. Representando Cataguases, também compareceram o prefeito Willian Lobo de Almeida e o vereador Vinícius Machado.

A reunião especial foi marcada por homenagens, como a leitura de poesias dos Verdes pelas professoras Flávia Aparecida Lobo de Paula e Cacati Sousa, do projeto Proler de Cataguases, e pela entrega de placas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A honraria foi entregue à família e representantes dos escritores, uma maneira de reconhecer os feitos para a cultura e desenvolvimento do Estado.

O deputado Fernando Pacheco creditou ao Movimento Verde outros acontecimentos culturais em Cataguases nos anos posteriores. “Os nove jovens que fizeram a Verde superaram uma crise econômica e ainda criaram meios do cinema e arquitetura se instalarem na cidade e continuarem a dar frutos até hoje”, lembrando a produção fílmica existente com o Polo Audiovisual da Zona da Mata, além das obras arquitetônicas modernistas presentes na cidade. Outro ponto que mereceu destaque por parte do parlamentar foi a dedicação do escritor e historiador Joaquim Branco ao tema. Branco estuda o Movimento Verde há 50 anos e é autor de diversos livros. “Joaquim cuida da memória da Verde com muito carinho”, disse o deputado.

Joaquim Branco Ribeiro (especialista no Movimento Modernista Verde)

Por sua vez, Joaquim louva a história da “Revista Verde” como a precursora de outros movimentos culturais importantes na história cataguasense, com destaque, segundo ele, para Enrique de Rezende, já na década de 1940, e para a criação do Centro de Arte de Cataguases (CAC) e do Centro de Arte Experimental de Cataguases (CAEC). Desses núcleos despontaram nomes como Ronaldo Werneck, Lina Tâmega, os irmãos Joaquim e Pedro Branco, entre outros.

Ao fim da sessão solene, o deputado Fernando Pacheco leu pronunciamento do presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus, que louvou a iniciativa da reunião e disse que o reconhecimento por parte do legislativo mineiro ao movimento literário do interior aconteceu em um momento adequado e de maneira justa.

 

Fotos: Luiz Santana/ALMG