Trabalho voluntário

Trabalho voluntário

Conexão com especialista #32

O trabalho voluntário deve estar imbuído do sentimento de amor ao que faz e não na obrigação ou na prestação de um favor a alguém. A alegria de poder contribuir para a felicidade daqueles que cruzam o nosso caminho deve ser a motivação que nos leve a realizar esse trabalho que tanto contribui para nossa evolução.

Necessário é que eduquemos nossos sentimentos e avaliemos nossa postura ética. O equilíbrio emocional é muito importante porque enfrentamos dificuldades e
incompreensões que surgem no decorrer da tarefa, pois deparamos com pessoas fragilizadas materialmente e emocionalmente. É fundamental que acolhamos com sentimento de compaixão e não de julgamentos, porque cada um tem a sua história e sua dor. Compete a nós voluntários estender as mãos, ouvir, sem interagir para assimilarmos o problema e colocarmos em prática o amor ao próximo e ajudando na necessidade. Essa doação espontânea, o compartilhamento de experiências pelo trabalho voluntário inspiram o respeito à diversidade, a convivência harmônica para uma sociedade mais justa com a valorização da pessoa em toda sua plenitude. É necessário que o voluntário conheça e admire a causa para que assim possa se dedicar à ela e firmar o compromisso, pois o voluntário passa a fazer parte da rotina da instituição.

Que não adiemos esse trabalho porque a cada dia se torna mais necessário, então que nos conscientizemos da responsabilidade que temos em relação ao necessitado. O maior beneficiado é quem auxilia. As pessoas nem imaginam o bem que fazem a si próprias um trabalho sem a respectiva recompensa material. Compete a nós mais experientes despertar essa vontade nos jovens, pois é
característica deles ajudar, de ser útil e diminuir a dor alheia, colocando em prática a solidariedade. Quando assumimos esse compromisso estamos participando de forma efetiva da
busca de uma sociedade melhor, mais solidária e pacífica.

Que o despertar não seja tarde. Deixemos a ociosidade das horas vazias, de pensamentos negativos, de desesperanças e egoísmos de lado e estendamos nossos braços e sorrisos a tantos irmãos para que assim possamos encorajá-los para mudanças. Há muitas formas de preencher nosso tempo: que tal conhecer de perto o trabalho realizado à população em situação de rua, nos lares de idosos, nas creches… Vamos levar a alegria em dias cinzas… Que esse momento pandêmico de grandes perdas, incertezas e tristezas sirva para um despertar de uma nova era: a era do amor, da solidariedade e da união.

Maria Helena Ruzza
Acadêmica de Serviço Social